O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em São José dos Campos subiu de 0,8, em julho, para 1,2, em outubro. O dado é da 4ª Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, concluída pela Prefeitura de São José dos Campos e divulgada na terça-feira, 27 de outubro. A avaliação classificou uma área da zona leste, que reúne oito bairros, em situação de risco. O Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya.
A ADL usa o índice Breteau, que mede a presença de larvas do mosquito em recipientes com água parada. O índice de 1,2 registrado em outubro em São José dos Campos significa que foram encontrados 12 focos do Aedes aegypti a cada mil imóveis vistoriados. Com esse resultado, a cidade como um todo ficou classificada em alerta.
O relatório da ADL de outubro foi elaborado pela Vigilância Entomológica do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de São José dos Campos. Segundo o documento, as equipes vistoriaram 17.770 endereços em 3.161 quarteirões, distribuídos pelas 42 áreas urbanas da cidade.
Das 42 áreas avaliadas em outubro, 21 foram classificadas como satisfatórias, com índice abaixo de 1. Outras 20 ficaram em estado de alerta, com índice entre 1 e 3,9, e uma ficou em situação de risco, com índice acima de 3,9.
O levantamento não inclui imóveis desabitados, como os abandonados, em demolição, em construção ou à venda. Também ficam de fora terrenos baldios, praças e áreas verdes.
Em 2026, o índice Breteau de São José dos Campos foi de 1,2 em janeiro, 1,0 em maio e 0,8 em julho, o melhor resultado do ano, antes de voltar a 1,2 em outubro. Em 2025, as avaliações registraram 2,2 em janeiro, 1,2 em maio, 0,3 em julho e 0,5 em outubro.
Bairros em risco e em alerta para o Aedes aegypti
A única área em situação de risco na ADL de outubro foi a com índice de 4,55, o maior de São José dos Campos. Ela reúne oito bairros da zona leste:
Santa Cecília II
Campo São José
Jardim Americano
Floresta
Jardim Mariana
Petrobras
Condomínio Setville
Jardim Três José
Entre as áreas em alerta, o maior índice foi 3,38. Ela inclui Eugênio de Melo, Jardim Itapuã, Jardim Ipê, Fazenda Ronda, Nossa Senhora da Conceição e residenciais como Galo Branco, Armando M. Righi e Jardim das Flores. Em seguida aparecem:
com 3,31: Jardim Azaléia, Parque Industrial e Palmeiras de São José;
com 2,31: Jardim Anhembi, Residencial San Marino, Jardim América e Jardim Paraíso.
Quatro áreas tiveram índice zero na ADL de outubro, ou seja, nenhum foco encontrado nas vistorias. São as áreas que incluem bairros como Jardim Oswaldo Cruz, Jardim Aparecida, Vila Ipiranga, Bosque dos Eucaliptos, Jardim Portugal, Putim e Jardim Colorado. A classificação completa está no quadro ao final da matéria.
Com base nos resultados da ADL, a Prefeitura de São José dos Campos ajusta as estratégias de combate ao Aedes aegypti e redireciona as ações conforme a necessidade de cada região. Além das visitas diárias, o trabalho inclui ovitrampas, que são armadilhas para capturar ovos do mosquito. Também são usados drones, o carro antidengue e tablets nas visitas dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs).
Os oito bairros da área de risco recebem a Operação Casa Limpa no sábado, 31 de outubro, das 7h às 12h. Os moradores devem deixar em frente de casa os objetos que possam acumular água, para que sejam recolhidos pelos caminhões. Serão coletados latas, potes, pneus, garrafas, lonas, vasos sanitários, baldes, tambores, piscinas desmontáveis e outros recipientes.
Móveis, madeiras e restos de construção não entram na coleta da Operação Casa Limpa. Esses materiais devem ser levados aos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de São José dos Campos.
A Operação Casa Limpa acontece aos sábados, em locais diferentes a cada semana. Nas 39 edições realizadas em 2026, foram retiradas cerca de 24 toneladas de objetos que acumulam água em São José dos Campos.
Como ajudar no combate ao Aedes aegypti
Com a primavera e o aumento das chuvas, a Prefeitura de São José dos Campos orienta os moradores a redobrar os cuidados contra o Aedes aegypti. Entre as recomendações estão evitar pratinhos embaixo de vasos de plantas e manter bem tampados os reservatórios e as caixas-d’água.
A Prefeitura também pede que os moradores recebam os ACEs e permitam a entrada deles para verificar possíveis criadouros. Os agentes trabalham uniformizados e com crachá da Prefeitura. A identificação de cada profissional pode ser consultada on-line, pelo nome ou pela matrícula.
Quem encontrar um possível foco do Aedes aegypti em São José dos Campos pode avisar a Prefeitura pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo.
Serviço: Operação Casa Limpa — área de risco para o Aedes aegypti
Data: sábado, 31 de outubro das 7h às 12hBairros atendidos: Santa Cecília II, Campo São José, Jardim Americano, Floresta, Jardim Mariana, Petrobras, Condomínio Setville e Jardim Três José, na zona leste de São José dos CamposO que é recolhido: latas, potes, pneus, garrafas, lonas, vasos sanitários, baldes, tambores, piscinas desmontáveis e outros recipientesO que não é recolhido: móveis, madeiras e restos de construção, que devem ir para os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs)
Denúncia de focos do mosquito: Central 156 (telefone, site e aplicativo)
Foto de capa: Divulgação
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