São José dos Campos esteve entre as cidades alvo da Operação Sanakay, deflagrada nesta terça-feira (29) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) contra um grupo investigado por golpes de pirâmide financeira.
A Justiça expediu 13 mandados de busca e apreensão contra suspeitos apontados como integrantes da liderança do grupo. As diligências ocorreram na capital paulista, na Região Metropolitana de São Paulo, em São José dos Campos e no Rio de Janeiro.
Durante a operação, foi apreendido um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões. Veículos, aparelhos eletrônicos e outros bens também foram recolhidos.
O MPSP não informou quantos mandados foram cumpridos em São José dos Campos nem em quais endereços.
Como funcionava o esquema, segundo o MPSP
De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam criado um esquema que simulava investimentos em ouro. A promessa aos participantes era de altos rendimentos obtidos com a compra do minério e a posterior revenda no mercado internacional.
A estimativa apresentada durante as investigações é de que ao menos 2 mil pessoas tenham sido prejudicadas ao longo dos últimos anos.
Ainda segundo o MPSP, algumas vítimas teriam vendido bens e retirado dinheiro de outros investimentos para entrar no negócio, diante da promessa de retorno elevado.
A investigação aponta que parte do dinheiro arrecadado, em vez de ser direcionada à compra e venda de ouro, teria sido usada na aquisição de bens de luxo. Outra parcela teria permanecido aplicada para manter o funcionamento do esquema e atrair novos investidores.
As apurações indicam que tanto os investigados quanto as vítimas pertencem a uma mesma comunidade étnica, não especificada pelo MPSP. Segundo o órgão, o grupo teria conseguido autorização interna para divulgar e comercializar cotas do suposto investimento entre integrantes da própria comunidade.
Quem conduz a operação
A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial do MPSP, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, por meio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
As investigações continuam para identificar a extensão dos prejuízos, rastrear o patrimônio e apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Os investigados são considerados inocentes até que haja decisão judicial definitiva. A reportagem não localizou as defesas até o fechamento desta edição.
Foto de capa: Vitor Kainalu
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