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Eleições 2026: Lucas Flores defende investimento regional permanente na saúde e quer São José tratada como polo pelo estado

O pastor Lucas Flores é candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) nas Eleições de 2026, com a proposta de garantir um programa permanente de investimento estadual na saúde da região e de fazer com que o governo de São Paulo trate São José dos Campos como o polo regional que é. Em entrevista ao Diário de São José, o candidato, que preside a Igreja Quadrangular na cidade e foi vereador e presidente da Câmara em Jaú, apontou saúde, educação, infraestrutura e economia como eixos de um eventual mandato e defendeu maior participação das famílias no conteúdo pedagógico das escolas.

Da igreja à política: uma trajetória iniciada em Jaú

Lucas Flores apresenta-se como filho e neto de pastores, de uma família que descreve como sacerdotal, e não de políticos. Com formação em comunicação social e pós-graduação em gestão pública, relata que seu contato com a vida pública começou aos 18 anos, como assessor parlamentar de um vereador em Jaú. Elegeu-se vereador na cidade aos 26 anos e chegou à presidência da Câmara aos 30.

Nascido em Salvador e criado em Jaú, o candidato conta que a família tem histórico de abertura de igrejas pelo país e que hoje atua em São José dos Campos como pastor da igreja sede. Para ele, a atuação religiosa e a experiência na administração pública o prepararam para ampliar o alcance de sua atuação: ajuda pessoas como pastor, afirma, e pretende ajudar um número maior como deputado estadual.

Saúde: um programa permanente para o polo regional

Ao tratar da saúde, Flores concorda com o diagnóstico de que São José dos Campos funciona como polo que atende moradores de toda a região. A partir daí, defende um programa permanente de investimento regional do estado na área, com o argumento de que algumas cidades são mais sensíveis por absorverem a demanda de municípios vizinhos.

A proposta tem duas frentes. De um lado, a atenção especial e o repasse contínuo de recursos estaduais a São José, dado seu papel regional. De outro, a aproximação entre os prefeitos do Vale e a Secretaria Estadual de Saúde, para fortalecer a estrutura de cada cidade — com hospitais estaduais, unidades básicas e UPAs — e assim reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes. O candidato afirma já ter se apresentado a quase todos os prefeitos da região.

Segurança: fortalecer cada município na origem

Sobre segurança pública, Flores reconhece o contraste entre os bons indicadores de São José e a situação de cidades da região que estão entre as mais violentas do estado. Sua resposta segue a mesma lógica aplicada à saúde: um olhar individualizado sobre as características e necessidades de cada município, combinado a um programa coletivo que fortaleça tanto São José quanto as demais cidades em suas próprias bases.

Infraestrutura, turismo e economia regional

No campo da infraestrutura, o candidato associa o tema ao potencial turístico e econômico da região, que compreende o Vale, o litoral norte e a Serra da Mantiqueira. Para ele, melhorias em mobilidade e em outras áreas ajudariam a fixar os moradores, sobretudo os jovens, evitando que precisem buscar oportunidades fora da região.

Flores reconhece a complexidade do território e avalia que, embora grandes obras não sejam competência direta de um deputado estadual, cabe ao parlamentar levar as demandas ao governo do estado e transformá-las em bandeira de mandato, em diálogo com prefeitos e lideranças locais.

Posições sobre temas da Assembleia

No bate-bola realizado pelo Diário de São José, Flores apresentou posições sobre temas em pauta na Alesp.

Sobre novas concessões de linhas de trem e metrô à iniciativa privada, declarou-se a favor, com a avaliação de que o setor privado traz investimento e agilidade que o poder público não consegue entregar. Ressalvou que a concessão não retira do Estado o dever de fiscalizar, cobrar e regular.

Sobre as escolas cívico-militares na rede estadual, posicionou-se a favor, definindo o modelo como uma opção adicional para as famílias — não obrigatória — e uma alternativa viável para preparar parte das crianças.

Sobre a ampliação das câmeras corporais da Polícia Militar, não se declarou contrário ao uso, que avalia trazer segurança ao cidadão e ao policial, mas condicionou seu apoio a uma regulamentação clara. Criticou a ampliação feita apenas como resposta populista e classificou o tema como sensível, com benefícios e riscos que exigem estudo.

Sobre a construção e gestão de infraestrutura escolar por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs), manifestou-se favorável, com a ressalva de que a parte pedagógica deve permanecer com a Secretaria Estadual de Educação e sob responsabilidade de pedagogos, cabendo à iniciativa privada a estrutura.

Sobre a ampliação do prazo de captação de água da bacia do Paraíba do Sul para abastecer a capital, que se encerra em 31 de dezembro de 2026, foi enfático na defesa da região. Afirmou que o abastecimento da Grande São Paulo não justifica o desabastecimento do Vale e defendeu limites rígidos, colocando a região em primeiro lugar.

Sobre a Sabesp, preferiu a manutenção da privatização com mais fiscalização e regulação por parte do Estado, incluindo a possibilidade de revisão de contratos. Avalia que a gestão privada pode trazer agilidade de investimento e soluções, mas que o Estado precisa agir mais e melhor, cobrando resultados.

Educação infantil e a defesa da participação das famílias

Um ponto que Flores enfatiza em sua plataforma é a educação infantil. O candidato afirma que as crianças têm sido, em sua avaliação, doutrinadas em vez de ensinadas, e defende que pais e mães tenham o direito de conhecer a programação pedagógica da escola e de opinar sobre a participação dos filhos em determinadas aulas, sobretudo nessa faixa de ensino.

Quem é Lucas Flores

Lucas Flores é pastor da Igreja Quadrangular em São José dos Campos, com formação em comunicação social e pós-graduação em gestão pública. Nascido em Salvador e criado em Jaú, foi assessor parlamentar, vereador e presidente da Câmara de Jaú. Nesta eleição, disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PL.

Em suas considerações finais, afirmou que gostaria de ser lembrado como um representante de presença real no Vale do Paraíba, capaz de destinar emendas com resultados concretos, e defendeu que o período eleitoral seja de debate de propostas. Disse ainda não separar fé de política, por entender que a fé estabelece limites éticos e morais para o exercício público.

As Eleições acontecem em 4 de outubro de 2026. O Diário de São José entrevista os candidatos a deputado federal e estadual que têm relação com São José dos Campos para apresentar ao eleitor suas trajetórias, propostas e posições sobre temas municipais, regionais e nacionais.

Foto de capa: Divulgação

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