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Coletores de lixo paralisam atividades em São José dos Campos; sindicato diz não participar do movimento

Parte dos coletores de lixo de São José dos Campos paralisou as atividades na manhã desta segunda-feira (14) e não saiu para a coleta. Os trabalhadores se reuniram em frente à empresa responsável pelo serviço, no bairro Chácaras Reunidas, e reivindicam melhorias nas condições de trabalho.

Entre as reivindicações apresentadas estão a falta de botas e uniformes adequados, novos equipamentos de proteção individual (EPIs), mudanças no convênio médico, reajuste salarial e revisão do pagamento de horas extras.

Segundo os trabalhadores, há funcionários utilizando uniformes desgastados ou rasgados e sem calçados considerados adequados para a atividade. Sobre as horas extras, os coletores afirmam receber adicional de 50% e pedem revisão do percentual, alegando que motoristas teriam direito a 100% em determinadas situações.

Os trabalhadores relatam ainda insatisfação com a troca do convênio médico. De acordo com eles, o novo plano oferece menos opções de atendimento na região e há dificuldade para conseguir consultas. Os funcionários afirmam que pretendem retomar as atividades após receber uma resposta da empresa.

Sindicato afirma que não participa da paralisação

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) informou que não participa da paralisação e considera o movimento ilegal.

Segundo a entidade, os funcionários decidiram interromper as atividades por conta própria, sem comunicar previamente o sindicato. O Siemaco afirmou ainda que a empresa cumpre a obrigação de oferecer convênio médico e que a reivindicação se refere à troca do plano, questão que, na avaliação da entidade, poderia ser resolvida por meio de negociação.

De acordo com o sindicato, cerca de 30% dos funcionários aderiram à paralisação. A entidade também afirmou haver uso político do movimento por parte de alguns trabalhadores.

Impacto na coleta de lixo ainda não foi informado

Com a interrupção, a coleta de lixo em São José dos Campos pode ser afetada nesta segunda-feira (14). A dimensão do impacto nos bairros depende de informações oficiais sobre o número de trabalhadores que aderiram ao movimento e sobre eventuais medidas para manter o serviço.

Caso a paralisação se prolongue, pode haver alteração no cronograma e acúmulo de resíduos em pontos de coleta.

Procurada, a empresa responsável pela coleta não se manifestou até o fechamento desta edição. A Prefeitura Municipal de São José dos Campos também não havia se manifestado até a publicação.

Histórico de paralisações na limpeza urbana

As condições de trabalho na limpeza urbana já motivaram outras mobilizações na cidade. Em abril de 2024, trabalhadores da coleta de lixo paralisaram as atividades com reivindicações relacionadas a condições de trabalho, horas extras, benefícios e uniformes.

Em abril de 2026, uma greve de trabalhadores da Urbam afetou a coleta de recicláveis e outros serviços públicos. Na ocasião, o sindicato informou adesão de cerca de 2 mil funcionários, e as negociações envolveram vale-refeição, progressão salarial e outras condições de trabalho.

Em junho de 2026, trabalhadores da Urbam voltaram a entrar em greve após impasse nas negociações no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15). Entre as reivindicações estavam adicional de insalubridade, progressão salarial, vale-alimentação, convênio médico e melhorias nas condições de trabalho.

Com informações de Vale 360 News.

Foto de capa: Reprodução/Vale 360 News

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